sábado, 31 de maio de 2008

PRIMEIRO DE ABRIL

(Carlos Ramalho)
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Existem muitas explicações acerca do surgimento do dia primeiro de abril. Uma delas conta que esta "brincadeira" teve início na França no começo do século XVI. Naquela época o Ano Novo era festejado em 25 de março, data que marcava a chegada da primavera. As festas duravam uma semana e terminavam no dia 1º de abril.
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Em 1564, depois da adoção do calendário gregoriano, o rei Carlos IX determinou que o Ano Novo seria comemorado no dia 1º de janeiro. Alguns franceses resistiram à mudança e quiseram manter a tradição. Só que os gozadores passaram a ridicularizar os conservadores, enviando presentes esquisitos e convites para festas que não existiam. Desta forma o dia primeiro de abril tomou proporções gigantescas e passou a ser considerado mundialmente como o dia da mentira.
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A mentira sempre esteve presente em todo lugar e a sociedade atual a considera como algo normal. Algumas pessoas possuem uma habilidade natural ao hábito de mentir. Na política, por exemplo, não é difícil vermos deputados, senadores, ministros mentirem descaradamente quando interrogados perante tribunais ou em casos de depoimento em alguma Comissão Parlamentar de Inquérito - CPI. Eles se sentem tão à vontade que não se irritam, não perdem a fala, muito menos gaguejam, ou seja, estão sempre com a verdade, ou melhor, com a mentira na ponta da língua.
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Ficção e realidade sempre andaram em conjunto. Neste contexto quem nunca ouvir falar sobre Pinóquio, um famoso personagem das histórias em quadrinhos que tinha por hábito mentir. Cada vez que o fazia, seu nariz, crescia. Além disso, Zepeto, seu pai, sempre lhe dizia que a mentira tinha pernas curtas. Quanto ao nariz crescer os mentirosos podem ficar despreocupados, afinal não correm riscos de serem facilmente identificados. Pernas curtas? Não acredito nisto. Haja visto o dano ou estrago que o ato de mentir pode provocar na vida de quem a pratica ou de terceiros.
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Mas, afinal, você já parou para pensar porque as pessoas mentem? Que forças ou circunstâncias nos levam a faltar com a verdade e a sinceridade até mesmo com aqueles que mais amamos? Aqui vão algumas das principais razões:
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Medo: Esse talvez seja o maior motivo. Medo de perder o emprego, a família, a estima, os amigos, o amor... Enfim, temem a perda.
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Insegurança: Por não saberem como agir em determinada situação, especialmente quando confrontados.
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Fuga: Muitos recorrem constantemente a mentira a fim de fugir de algo, quer de si mesmos, dos outros ou de alguma situação.
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Benefício: Acostumadas a sempre ter vantagem em tudo, seja de quem for, essas pessoas têm a mentira e o engano como uma arma e uma aliada.
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Maldade: Movidos mais que por medo, insegurança, vício ou em benefício próprio, essas pessoas mentem só pelo prazer de mentir, por pura maldade. Virtudes como altruísmo e amor ao próximo jamais são vistas nessas pessoas.
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Vício: São tão habituadas à mentira e ao engano, que não conseguem mais fazer outra coisa. A verdade, para elas, é uma tormenta, por menor que seja ela.
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Já diz o ditado popular que toda ação tem uma reação. Creio que isto se aplica a estas pessoas que têm por hábito mentir. Às vezes elas podem se achar melhores que os outros ao usar da mentira para se darem bem, entretanto estas pessoas vão de mal a pior como relatado em II Timóteo - Capítulo 3 - Versículo 13: "Mas os homens maus e enganadores irão de mal para pior, enganando e sendo enganados". Esta passagem bíblica fala por si só, ou seja, não há como fugir da verdade.
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O próprio Jesus afirma que Ele é o caminho, a VERDADE e a vida e ninguém vai ao Pai a não ser por Ele (Jo. 14:6).
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Um abraço de VERDADE a todos vocês,
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Carlos Ramalho
In: 01/04/2004

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