sábado, 7 de junho de 2008

EDUCAÇÃO: IMPORTANTE OU PRIORITÁRIA

(Carlos Ramalho)
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Ao longo das décadas podemos perceber que a questão da educação ainda se encontra ineficiente no tocante ao atendimento a população brasileira. Muito se avançou, mas é preciso mais. O Brasil é composto por vinte e sete regiões federativas, cada qual com suas particularidades e potencialidades que ora são bem aproveitadas, ora não devido a falta de estrutura básica. E assim aquele que deveria ser o principal pilar de sustentação da nação, ou seja, a educação, vai dia após dia sendo corroído pela erosão da omissão governamental e social.

Se levarmos em consideração o que dizem alguns pensadores de que "com educação se transforma um país", veremos que é preciso avançar rumo a reestruturação das instituições socais que atualmente encontram-se desacreditadas, as quais podemos destacar aqui como sendo a família e o governo.

Dentro deste contexto, não há como desvincular família de governo, uma vez que este último precisa investir na geração de empregos e renda para que os pais possam oferecer condições de vida cada vez melhores aos filhos, além de levar educação de qualidade as regiões menos favorecidas do país, bem como ampliar e modernizar a estrutura educacional atual existente.
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Sempre entendi que educação deve ser bem mais do que comércio ou obrigação, uma vez que, as instituições de ensino tem um importante papel social no que tange a formar pessoas de bem e contribuir para geração de uma sociedade mais justa e consciente de seus direitos e deveres, além do que toda instituição de ensino, seja pública ou privada, deveriam influir para que de seus quadros despontassem pessoas formadoras de opiniões e que fizessem a diferença onde quer que viessem estar. Portanto, contextualizar educação sob o ponto de vista da importância ou da prioridade talvez não seria o cerne da questão, uma vez que, existe um completar das partes cujo resultado será sempre positivo.

Atualmente evidencia-se dentro dos estados, municípios e até mesmo entre as nações, uma corrida desenfreada na busca da eficiência e eficácia, ou seja, fazer muito com menos, para que determinados projetos educacionais possam ser tidos como referência. Creio ser chegada a hora de exportar e importar experiências bem sucedidas de forma que haja uma cooperação global para erradicação do analfabetismo, bem como aprimorar e valorizar a educação em seu sentido amplo, de forma que todos os envolvidos na cadeia educacional possam se sentir parte do todo, contando com uma sociedade capacitada à gerar riqueza cultural e econômica.
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Carlos Ramalho
In: 15/11/2005

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