terça-feira, 12 de agosto de 2008

FELIZ A NAÇÃO CUJO DEUS É O SENHOR - (SL. 33:12)

(Carlos Ramalho)

I

Nas três últimas semanas temos acompanhado as especulações envolvendo a gestão política e a vida pessoal do presidente Lula. O assunto como é de conhecimento público tomou proporções dignas de um Best-Seller, além de ganhar notoriedade e destaques ao redor de todo o mundo.

Tudo começou com a publicação de uma matéria veiculada no jornal New York Times em que o correspondente afirmava que o consumo excessivo de bebida alcoólica por parte do presidente brasileiro estava alarmando a população, além de ser apontada como a possível "interferência" para a derrocada administrativa do presidente.

Não tardou e vieram as notas de repúdios. Solidários ao presidente políticos dos mais altos escalões e pessoas influentes na mídia se diziam chocados com tamanho desrespeito a pessoa do presidente Lula. Diziam também que tais afirmações propagariam uma imagem negativa do Brasil perante a comunidade internacional.

O assunto ultrapassou fronteiras. Desencadeou discussões diplomáticas envolvendo duas grandes nações. De um lado um presidente ofendido e uma opinião pública dividida. De outro um dos mais renomados veículos de comunicação impressa do mundo. Inconformado o presidente determinou através do ministério da justiça que o visto do correspondente do New York Times fosse revogado e que ele deixasse o país imediatamente.

A decisão do presidente não foi bem recebida. O clima que já estava tenso ficou ainda mais pesado. Para os profissionais da imprensa e alguns políticos influentes a atitude foi desastrosa e representava um "cala a boca" na liberdade democrática, além de demonstrar um descontrole total do presidente. Afinal quem não deve não teme, ou melhor, quem não BEBE não TREME.

Eleito para colocar o Brasil em ordem, a cada dia que se passa, Lula se mostra mais complicado e fora do tom. Casos de corrupção envolvendo ministros, favorecimento ilícitos, desvios de verbas, queda de popularidade, sem contar o próprio PT que não se entende. Tudo isto tem desgastado fortemente a imagem de Lula.

II

Cabe, aqui, deste ponto em diante, analisarmos bem resumidamente um pouco do recente passado político do país.

Desde que Brasil é Brasil sempre existiu uma classe dominante que acaba por determinar os rumos da economia nacional. Se analisarmos a história presidencialista do país nos últimos setenta anos, por exemplo, poderemos constatar que sucessos e fracassos sempre se alternaram na gestão política de determinados presidentes.

Do período da República Nova (1930-1964), passando pelo período ditatorial (1964-1985), o país enfrentou grandes e complexas transformações. Ora vivenciava-se estrondoso crescimento econômico, ora períodos de extrema recessão e descontentamento social.

Já na democracia (1985-XXXX), o povo brasileiro ousou sonhar e apostar todas as fichas em determinados presidentes. Presidentes estes que mantinham discursos afiados e que vinham de encontro aos anseios de toda uma nação. Através do voto popular em 1985 Tancredo de Almeida Neves era eleito o primeiro presidente civil do país em mais de vinte anos. O país passava por um período de transição e naquele momento Tancredo representava uma mudança radical. Representava a esperança e o otimismo do povo brasileiro de que grandes mudanças ocorreriam. Devido a problemas de saúde foi internado na véspera de sua posse e após sofrer sete cirurgias veio a falecer. Seu vice José Sarney assumiu o comando do país, governando sob forte pressão econômica, além de um período de inflação descontrolada.

Com um discurso anticorrupção e modernizador em 1990 Fernando Collor de Mello assumia a presidência da República. Implantou o Plano Collor que impedia o saque de contas particulares acima de determinadas quantias, gerando grande insatisfação em toda a população. Seu governo foi pautado por um vendaval de escândalos. Acabou por sofrer um processo de impeachment por corrupção e renunciou ao cargo. Após sua renúncia seu vice Itamar Franco assumiu o cargo. Neste momento percebia-se um aumento acelerado da inflação o que deu início ao processo de desindexação da moeda que levou ao Plano Real.

Em 1994 assumia o poder o sociólogo Fernando Henrique Cardoso. Implementou o Plano Real e prometeu grandes avanços na área social. Inflação controlada, dólar e Real no mesmo patamar, o poder de compra havia aumentado. A economia estava em franco crescimento. Nos primeiros anos de governo Fernando Henrique conseguiu atrair a atenção de todo o povo brasileiro. Seus índices de popularidade estavam sempre em alta, principalmente junto às classes menos favorecidas. Fernando Henrique conseguiu aprovar diversas emendas a Constituição, além de dar início ao processo de privatização de diversas empresas estatais.

Reeleito para um segundo mandato, deu continuidade ao processo de privatização, mesmo enfrentando fortes protestos. Sua popularidade apresentava quedas significativas. O milagre e a euforia do Plano Real já haviam ficado no passado. No social a política do presidente muita deixava a desejar. Diversos escândalos de corrupção acabaram por arranhar a imagem do presidente. Era notório o descontentamento do povo brasileiro frente à segunda gestão de FHC. Neste momento havia um grito por uma mudança radical. Era tudo ou nada.

Após perder três eleições, Luiz Inácio Lula da Silva finalmente era eleito para cargo máximo da nação. O ano de 2003 entrou para a história, afinal Lula era o primeiro presidente da esquerda a conseguir tal feito. Fundador e presidente de honra do Partido dos Trabalhadores Lula era a carta na manga que o Brasil possuía. Dentro deste contexto, Lula representava a esperança de mudanças. Representava o acesso do povo ao poder. Representava também o romper de um novo tempo. Novamente a nação brasileira comemorava com muita euforia a vitória da "esperança".

Se traçarmos um paralelo do governo atual em relação aos governos anteriores, veremos que a mesma história se repete, embora com temas, enredos e atores diferentes.

III

Dentro do contexto acima, a bíblia relata em Gênesis capítulo 18 e 19 um fato muito interessante e que se relaciona muito com os dias atuais.

Sodoma e Gomorra eram duas cidades localizadas próximas ao Mar Morto. Certa vez Deus irou-se contra estas cidades, uma vez que, o pecado, principalmente moral e sexual de todo aquele povo tinha subido aos céus. Práticas abomináveis aos olhos de Deus cresciam dia após dia e se multiplicavam grandemente. A corrupção, prostituição e o afastamento de Deus passavam dos limites. Tudo isto fizeram com que Deus optasse por destruir as cidades de Sodoma e Gomorra. Deus então manda fogo e enxofre do céu e reduz aquelas cidades às cinzas. Salvou-se apenas Ló e sua família que embora residentes naquelas cidades não se contaminaram com toda a perversão praticada pelos seus habitantes.

Contextualizando este acontecimento bíblico com o Brasil atual podemos perceber que a nossa situação não se difere muito daquele tempo. Temos assistidos estarrecidos casos e mais casos de corrupção, prostituição, esfriamento da fé cristã e uma infinidade de práticas que não condizem com o plano original de Deus para nossas vidas.

Pela história notamos que o povo brasileiro sempre confiou, ou melhor, esperou mudanças através de homens eleitos para exercer o poder, o que até o presente momento não deu resultado e nem vai dar. No Salmo 33:12 diz que: "FELIZ É A NAÇÃO CUJO DEUS É O SENHOR, E O POVO AO QUAL ESCOLHEU PARA SUA HERANÇA".

O que quero deixar aqui registrado é que devemos olhar sob uma nova ótica e parar de depositar nossas esperanças em homens. Devemos converter-nos a Deus e buscar Dele uma resposta que venha de encontro aos nossos anseios enquanto nação.

Não foi Kubitscheck, Médici, Jânio Quadros, Tancredo, Collor, FHC, Itamar, nem muito menos será Lula que dará jeito no Brasil.

Porque assim diz o Senhor: "SE O MEU POVO, QUE SE CHAMA PELO MEU NOME, SE HUMILHAR, E ORAR, E BUSCAR A MINHA FACE E SE CONVERTER DOS SEUS MAUS CAMINHOS, ENTÃO EU OUVIREI DOS CÉUS, E PERDOAREI OS SEUS PECADOS, E SARAREI A SUA TERRA". (II Cr. 7:14)

Um forte abraço,
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Carlos Ramalho
In: 01/05/2004

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