sexta-feira, 26 de março de 2010

CASO ISABELA NARDONI: CULPADO OU INOCENTE?

O caso da menina Isabela Nardoni brutalmente assassinada na noite de 29 de março de 2008 e jogada da janela do apartamento em que morava o pai e a madrasta está próximo de seu desfecho. È que desde a última segunda-feira (22/03) está sendo realizado no fórum de Santana na capital Paulista o julgamento de um dos já considerados mais emblemáticos casos da justiça criminal brasileira dos últimos anos.
.
A acusação pesa sobre os ombros de ninguém menos que o Pai e madrasta da menina, Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá, que por sua vez negam veementemente o crime, alegando inocência. O caso a época do acontecimento causou grande comoção popular e ganhou destaque em todas as emissoras de rádio e TV do país durante muitos dias, o que não esta sendo diferente nestes longos dias de julgamento.
.
O fato é um só. Defesa e acusação buscam, respectivamente, que os réus sejam inocentados ou condenados através de uma linha tênue que definitivamente contrapõe a verdade da mentira ou algo similar no que se refere às provas constantes dos autos do processo.
.
Embora seja garantido a qualquer pessoa o beneficio da duvida no tocante a culpa ou inocência, para a grande maioria da população fica aquela pergunta no ar: o que verdadeiramente aconteceu naquela fatídica noite de 29 de março de 2008?
.
Dentro do contexto acima quer sejam os acusados declarados culpados ou inocentes, gostaria de complementar este texto com um breve comentário para que possamos refletir acerca de três tribunais aos quais as pessoas estão diretamente ou indiretamente submetidas.
>
O primeiro tribunal é o da Consciência. Independente do que tenha acontecido ou como aconteceu, está tudo registrado na memória. Culpado ou inocente a consciência é a primeira a falar mais alto no sentido de que a pessoa envolvida no delito carrega consigo a liberdade ou a condenação de si mesmo. È como deitar a cabeça no travesseiro e dormir o sono dos justos, sem que a voz da consciência fique ecoando no mais profundo da alma em forma de um grito reprimido. Entende?
.
O segundo tribunal é o Social. Bem mais moroso e amplamente respaldado por leis e regulamentos, este tribunal é conhecido de todas as pessoas no que se refere à Justiça dos homens. É o rito processual que efetivamente está sendo realizado no contexto do julgamento de Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá ou ainda de qualquer pessoa que venha a ser acusada de qualquer ato lesivo. Neste tribunal o julgamento é realizado mediante provas materiais, técnicas, testemunhais e o veredito INOCENTE ou CULPADO estará baseado nestas fundamentações. É comum acusados serem livres da condenação neste tribunal, o que reflete o ditado popular que diz que a “justiça dos homens é falha”. E ai?
.
O terceiro e último tribunal, embora não menos importante é o Divino. Bem mais amplo e sobrenatural, se assim posso classifica-lo, o tribunal divino há de julgar a todas as pessoas de acordo com suas obras. Sendo assim por mais que se consiga escapar ileso do tribunal social diante daquele que tudo vê não haverá saída, ou seja, não haverá variação nem sombras de duvidas no que se refere ao veredito de condenação ou inocência. Alias do tribunal divino não haverá como escapar, manipular a justiça verdadeiramente será feita.
.
Diante da contextualização acima não cabe a mim ou a você o papel de declarar os acusados CULPADOS ou INOCENTES até porque não devemos julgar para que não sejamos julgados.
.
Ao longo das últimas décadas vem se observando uma inversão social de valores apregoados por diversos segmentos e cabe a cada um de nós resgatarmos o pensar no tocante a vivermos um papel transformador diante da realidade em que estamos inseridos.
.
O caso Isabela Nardoni não foi o primeiro e não será o último. Infelizmente até que o amor ao próximo e o temor a Deus não seja verdadeiramente uma realidade na vida de cada pessoa seremos involuntariamente perseguidos com fatos e barbáries que tanto entristecem e repugnam uma nação.
.
Forte abraço,
.
Carlos Ramalho

Nenhum comentário: