quinta-feira, 8 de abril de 2010

RIO DE JANEIRO, FEVEREIRO, MARÇO...RIO DE TODOS OS DIAS

Quando o assunto é tragédia parece não existir palavras que possam expressar a real dimensão do sentimento que se aloja no coração. Na verdade faltam palavras, e a imagem que predomina é aquela dispersa em cada olhar, em cada gesto, que infelizmente retrata o vazio, o inacreditável, a desilusão.
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Vez ou outra somos surpreendidos por acontecimentos seja aqui no Brasil ou mundo afora que causa grande comoção social. A tragédia que se abateu nestes últimos dias sobre o Rio de Janeiro, por exemplo, é demasiadamente forte e muito entristece o coração, pois acima de tudo são pessoas que se vão, deixando famílias atônitas e desestruturadas.
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O Rio é um lugar maravilhoso de belezas naturais incontáveis. Não obstante é conhecido pelo titulo de cidade maravilhosa e possui um dos mais belos cartões postais do Brasil. Entretanto este mesmo Rio também ostenta um quadro caótico de desigualdade social.
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A tragédia hoje lamentada requer uma reflexão profunda, contundente e histórica. O Rio de Janeiro ao longo das décadas, assim como outras cidades brasileiras vem sofrendo de uma doença grave que há muito tem assolado o Brasil. Trata-se do abandono governamental mais precisamente no que se refere à atuação seria e competente que ao longo do tempo permitiu que o Rio se tornasse este barril de pólvora, tal qual um vulcão adormecido, pronto a explodir a qualquer momento.
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A tragédia atual não possui culpados. Obra da natureza se assim podemos dizer. Porém, paralelamente nesta hora de perdas, dor, sofrimento, lágrimas cabe uma pergunta: quantas outras tragédias “silenciosas” têm sido provocadas pela violência contumaz? Até quando?
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Particularmente sempre disse que o estado do Rio de Janeiro seria o último lugar que gostaria de conhecer, pois a violência demasiada e sem controle era algo aterrorizante. Porém nos últimos quatro anos realizei inúmeras viagens a trabalho ao Rio e devo confessar que o Rio turístico encanta por suas belezas, exceto pelo calor excessivo, e que calor.
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Ah o Rio cantado em versos e prosas; Cenário de tantas histórias. Dos carnavais; Inúmeros eventos internacionais. Copa do mundo, 2014; Olimpíadas, 2016.
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Ao Rio de Janeiro de pessoas de bem, de valores incontáveis, que buscam fazer daquele ambiente um lugar melhor, meus mais sinceros votos de breve recuperação.
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Rio de Janeiro, Fevereiro, Março... Rio de todos os dias.
Haja paz! Justiça! Amor!

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Forte abraço,
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Carlos Ramalho

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