domingo, 11 de abril de 2010

Em Foco: VIOLÊNCIA, HEIN?

Belo Horizonte - MG - 12/04/2010

Há poucos meses atrás a população de Belo Horizonte acompanhava estarrecida uma onda de crimes bárbaros praticados contra mulheres. A criticada e lenta investigação levava à crer na possibilidade de assassinatos em série, fruto, certamente, da mente doentia de um suposto e aterrorizante serial killer. Após muita angustia e expectativas a suspeita se confirmou. As autoridades policiais prenderam o principal acusado: um maníaco, casado, pai de cinco filhos, foragido da cadeia onde cumpria pena por furtos.
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Hoje outro notório caso de violência chega ao fim. Desta vez, porém lá na cidade de Luziânia em Góias, onde misteriosamente seis jovens de um humilde bairro haviam desaparecido sem deixar pistas. A demorada e criticada investigação foram conduzidas pelos mais altos aparatos do estado, pela Policia Federal, bem como pela CPI dos Desaparecidos em andamento na Câmara dos Deputados. Entretanto ainda assim o desfecho foi trágico. Os seis jovens foram assassinados por um pedófilo que após cumprir pena de quatro anos por estupro ganhou beneficio de progressão para regime aberto e gozava de plena liberdade.
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Os casos acima relatados muito entristecem o coração mediante os requintes de crueldades em que os crimes são cometidos, além de gerar uma forte repulsa no que se refere à banalização de um dos mais importantes valores sociais, o respeito ao próximo. Para as famílias envolvidas fica a dor da saudade. Para a sociedade consternada a certeza da necessidade de urgentes mudanças na tão ultrapassada legislação penal brasileira.
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Particularmente sempre me chamou muita atenção a possibilidade de que muitos crimes bárbaros pudessem ser evitados. È sempre assim, os criminosos embora possuidores de um histórico criminal repugnante, acabam por fazer jus das benesses da legislação penal.
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Dentro deste contexto cabe aqui uma breve reflexão acerca das mudanças da conjuntura social que vem sendo observadas ao longo dos últimos anos. O certo é que as relações humanas muito se intensificaram em virtude dos adventos tecnológicos, econômicos, intelectual, espiritual, etc. Conseqüentemente a intolerância, a ingerência, dentre tantos outros sentimentos deploráveis acabaram por ofuscar a grandiosidade da harmonia e o brilho da vida em sociedade.
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Por outro lado revolta perceber que a legislação penal brasileira não acompanhou a evolução das relações sociais ao longo dos anos. A responsabilidade como sempre recai sobre o congresso nacional que infelizmente faz-se de surdo mediante ao iminente clamor social. Diversas matérias que tratam sobre a questão da violência encontram-se paradas nas diversas comissões da Câmara e do Senado Federal. A justificativa dos parlamentares é sempre a mesma. Dizem estar discutindo os assuntos cujos esforços garantirão a sociedade uma legislação moderna e atual. Enquanto isto, não resta alternativa a não ser aguardar a boa vontade daqueles que nos representam, que a esta altura do campeonato já concentram suas ações para o debate político das próximas eleições.
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De concreto fica evidente a certeza da incerteza; da frieza de mais um caso de tristeza que novamente abala a família brasileira de bem.
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Nem sempre a inversão de valores no ceio de uma sociedade é percebido de imediato. De repente o que foi deixa de ser, fica ultrapassado, o errado passa a ser o certo. E assim se constrói impositivamente sob o prisma do “não tem nada a ver” a falência da mais tenra, importante e sagrada instituição: a família.
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Forte abraço,
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Carlos Ramalho
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Rio de Janeiro, Fevereiro, Março...Dezembro! Rio de todos os dias!

Acesse: www.carlos-ramalho.blogspot.com

2 comentários:

Carlos Chagas disse...

Bom artigo. Aqui vai apenas uma correção: A cidade de Luiziânia fica em Goiás e não em Goiânia.

Abração

CHAGAS

Oscar Silva - PHS disse...

Prezado Carlos Ramalho

Li com muito atenção seu artigo; violência, hein?

Comungo com a idéia de que somente vale a pena o esforço que se retransmite e alcança da origem ao destino. O ser humano merece usufruir de suas organizações quanto ao fim a que elas se destinam. Assim, não haverá sociedade sem a famíliam que se constitui na primeira sociedade e base de todas as demais existentes, porque dela decorrentes.

Meu nome é Oscar Silva, sou advogado e professor na área jurídica. sou pré-candidato a Presidente da República pelo PHS-Partido Humanista da Solidariedade e recebo sua mensagem como fonte de incomensurável colaboração.
Acredito, contudo, que além do aperfeiçoamento de nossa legislação, merece reflexão o caráter, a conduta reta e o respeito de nossos governantes e servidores enquanto agentes do bem comum. Não se pode esperar muito de uma sociedade que se ocupa precipuamente com o econômico ao tempo que as pessoas morrem à míngua nas portas dos hospitais, jovens sem acesso a ensino profissionalizante, crianças e idosos sem abrigo e sem perspectivas. Creio que devemos voltar a atenção para o ser humano amparado para a capacitação, para a contribuirem com a prosperidade sua e da sociedade, tornando-se cidadãos úteis, produtivos e pais de família responsáveis diante de real esperança de crescimento individual e coletivo.

Permanecerei lendo seus artigos e, com sua permissão, deles farei enriquecidas as propostas do PHS que levaremos ao conhecimento da maior quantidade de brasileiros e brasileiras.

Boa Sorte e PAZ
Atenciosamente.
Oscar Silva
Brasília-DF