sexta-feira, 11 de junho de 2010

Em Foco: FATOR PREVIDENCIÁRIO: INCOMPETÊNCIA GOVERNAMENTAL


Belo Horizonte, 10/06/2010
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Desde a aprovação do fim do famigerado fator previdenciário na Câmara e no Senado venho buscando inspiração para abordar de forma simples, porém objetiva acerca deste tema e seu revés.
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Criado na gestão do então Presidente Fernando Henrique Cardoso do PSDB, o fator previdenciário foi instituído, segundo o governo, com intuito de equilibrar as deficitárias contas da previdência social.
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Aquela época, os partidos de oposição, principalmente o PT, lideraram ampla campanha contrária a aprovação da matéria alegando que a mesma representava um verdadeiro retrocesso, uma agressão ao direito adquirido de cada trabalhador no ato de sua aposentadoria.
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De fato não há como não discordar que o fator previdenciário é injusto. A fórmula aplicada no ato da concessão do beneficio pecuniário rouba da grande maioria dos trabalhadores que sequer atingem o teto1 da previdência, não apenas a possibilidade de uma aposentadoria melhor, mas principalmente a dignidade no que se refere à contrapartida por uma vida de trabalho e contribuição.
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Dentro da contextualização acima é inconcebível perceber a passividade com que a juventude e grande parcela da população brasileira tratam o assunto em questão. Não há formadores de opinião. Não há vozes. Não há ouvintes. Não há direção. Não há mobilização. Fomos refém, somos refém e estamos refém.
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Causou muita estranheza observar ao longo dos últimos meses a luta travada por muitos Deputados (as) e Senadores (as) acerca da queda do fator previdenciário. De um lado os atuais oposicionistas que no governo anterior foram favoráveis e instituíram o dito famigerado fator e de outro a situação que outrora eram deliberadamente contrários, agora com as benesses do poder, dizem não ser bem assim.
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Extinguir o fator previdenciário é promover justiça social. É contribuir para o crescimento econômico brasileiro. O governo precisa se legitimar publicamente demonstrando a real situação da caixa preta de pandora, digo, as contas da previdência. Conforme dizem inúmeros analistas não existem déficit algum na previdência
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A utilização do fator previdenciário apenas reforça a incompetência governamental no que tange a garantir recursos de longo prazo para pagamentos de benefícios. A fórmula é simples. O governo precisa investir na geração de emprego e renda em todas as camadas sociais para que o volume de arrecadação possa suprir de forma sustentável os cofres da previdência e da mesma forma manter a economia robusta e saudável.
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Ontem o fator previdenciário, hoje o fator “x”, amanha o fator “y”.
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Pense nisso!
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Forte abraço,
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Carlos Ramalho
www.carlos-ramalho.blogspot.com

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