sexta-feira, 25 de março de 2011

Homenagem Clube Atletico Mineiro

O Clube Atlético Mineiro completa nesta data 103 anos. Sendo assim publico uma poesia de meu saudoso Pai em homenagem ao Galo. Esta poesia é parte integrante do meu livro chamado Em Foco - Reflexões Baseadas em Valores.
Segue o texto abaixo:
Aconteceu no ano de 69
Dario atravessava uma de suas melhores fases no futebol mineiro e brasileiro quando jogaram no Mineirão seleção da Rússia a famosa União Soviética e Clube Atlético Mineiro, cujo placar foi 2 x 1 para o Atlético. Dois gols marcados por Dario.

Naquele dia em que aconteceu o jogo Armstrong e seus companheiros voavam em direção a lua na Apollo Onze. Os radialistas e comentaristas disseram que Dario deu um vôo mais alto do que a Apollo Onze e chegou primeiro na lua marcando o segundo gol do Atlético. Disseram ainda que Dario voou dois metros acima do gol cabeceando de cima para baixo e a bola passou entre as pernas do goleiro.

Nesta época eu me achava trabalhando na prefeitura de Caeté, e com aquela inspiração que Deus me deu para fazer versos bem rimados eu escrevi assim:


Eu vou contar a história
Do clube Atlético mineiro
Que em matéria de time
Ele é um dos primeiros
Desfrutando dos cartazes
Do futebol brasileiro

Jogando no Mineirão
Um jogo internacional
Foi quando ficou provado
Que ele é mesmo o tal
Deixando os russos apavorados
Fazendo o seu carnaval

Batemos de dois a um
Um placar até pequeno
Os Russos modificaram
Mas de nada estava valendo
O Atlético jogava parado
E os Russos só correndo

Mas isso de nada valeu
Valeu foi à categoria
Na frente estava Dario
Mais atrás Djalma Dias
O Dario marcava os gols
E o Djalma só defendia

Foi quando a torcida gritou
Todos com um mesmo ardor
Este galo é forte e duro
E é mesmo vingador
Vem dando muitas alegrias
Para o seu torcedor

O Atlético por ser bom
É chamado galo forte
Tem convite para jogar
Na América do Norte
Mostrando o seu futebol
E jogando com a sorte

Quem inventou estes versos
Fui eu Joaquim Ramalho
Que há muito tempo atrás
Venho torcendo pelo Galo
Não consentindo que ninguém
Pise duro no meu calo

Joaquim Ramalho - Mar/1969

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