sábado, 17 de setembro de 2011

Poesia na Praça Sete - 10/09/2011 - Parte III

Por Carlos Ramalho



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Nem mesmo a alta temperatura, cujos relógios registravam 33 graus conseguiu ofuscar o brilhante encerramento da primeira etapa do Projeto “Poesia na Praça Sete – 5ª Edição”. Um verdadeiro encontro cultural de gerações, cujo palco democrático abrigou poetas anônimos e conhecidos que de forma simples e natural, traduziram a essência do evento em sua mais bela forma – a poesia.



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O evento contou mais uma vez com o carisma de Graça Faisão que iniciou o mesmo convidando a todos que por ali passavam para dar uma paradinha e prestigiar os poetas e convidados que ali se apresentariam. Logo após convidou o poeta e idealizador do projeto Rogério Salgado para que saudasse os presentes.



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Rogério Salgado, assim como nas edições anteriores iniciou sua fala declamando o poema “Poesia na Praça Sete”, co-produzido em parceria com Virgilene Araujo.



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“Palavras jorram nas calçadas
desviam-se dos ralos e
escorrem para a história.
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Na boca do povo
a comunhão verbal
servida numa ceia
regada a vinho e democracia.”
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O primeiro convidado do dia foi o poeta Júlio Cesar Teixeira, um autentico militante pela causa da poesia que vem desenvolvendo diversos eventos na região em que reside. Ele brindou o público com a leitura de diversos poemas, dentre eles o muito aplaudido denominado “Dieta”.



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Na seqüência Virgilene Araujo declarou aberta a sempre aguardada “Aula Pública de Poesia” e convidou o poeta Luiz Leite para que fizesse sua apresentação. Luiz por sua vez declamou o belíssimo poema “Cotidiano Interior” de sua autoria. Em seguida, o poeta Manoel Barbosa compartilhou o poema “Desabafo” atraindo à atenção das pessoas presentes, dada a forma teatral utilizada na declamação.



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Virgilene Araujo, objetivando estimular anônimos a participarem fez a leitura de um Cordel sobre Ary Barroso e mencionou que o objetivo do Projeto Poesia na Praça Sete era justamente o de revelar talentos. Dando continuidade Virgilene convidou o poeta Luiz Gonzaga Marcelino a ocupar o palco para se apresentar.



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Marcelino agradeceu a oportunidade e declamou a poesia “O que é Felicidade”, poesia esta integrante do livro “Poetas En/Cena 5” que reúne poemas de poetas brasileiros participantes da 7ª Edição do Belô Poético – Encontro Nacional de Poesia de Belo Horizonte.



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Na seqüência a poetisa Nicy Muniz se apresentou declamando os poemas "Belo Horizonte" e o aplaudido "Eu Sou Valente" este último voltado ao público infantil. Logo após a poetisa Marlene Reis declamou em homenagem a sua falecida mãe D. Generosa o poema “Luz Generosa”. Marlene finalizou desejando muita paz e luz a todos os presentes.



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A Aula Pública de Poesia sempre reserva surpresas. E neste sábado não fora diferente. Uma transeunte chamada Miriam parou, observou o movimento, assuntou e decidiu participar cantando uma música de sua autoria intitulada “Soberania”. Ela dedicou a canção ao filho (em gestação) e a todos os presentes.



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A poetisa Lili Caetano também abrilhantou a aula pública com sua participação. Ela declamou a poesia “SOS Natureza”.



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Outro grande destaque foi sem duvida alguma às rosas brancas que a poetisa Mariju trouxe para ofertar a todos os participantes do dia. “Atualmente está cada vez mais raro atos de gentilezas. Que estas rosas brancas ofertadas pela poetisa Mariju possam representar além da paz que tanto desejamos a certeza de que atos generosos ainda são possíveis”, ressaltou Virgilene Araujo.



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Verdade seja dita. O evento foi muito agitado e concorrido. Prova disto foi a participação introduzida pelo poeta Luiz Leite dos militantes do movimento em prol da Escola Bilingue de Surdos. A participante Roberta declamou duas poesias através da Linguagem Brasileira de Sinais - Libras: A primeira foi “Dificuldade de comunicação entre a sociedade e os surdos” e a segunda “Os Numerais”.



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Na seqüência a poetisa Nivea Reis participou declamando uma profunda e tocante oração em forma de poesia.



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Logo após o poeta e escritor Carlos Ramalho foi convidado por Virgilene Araújo para comentar acerca das crônicas que o mesmo tem produzido e publicado em seu site. Carlos Ramalho por sua vez convidou a todos que estivessem acessando o site www.carlosramalho.com.br para conhecer e divulgar as crônicas e fotos do evento. E fez questão de frisar “estamos contribuindo de forma humildade para levar cultura, poesia e literatura a todos”.



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Virgilene Araujo registrou com muita propriedade sobre o Projeto FESTIVALE, evento que acontece em diversas regiões do Vale do Jequitinhonha e que também já revelara grandes nomes do cenário nacional. E na mesma linha de raciocínio mencionou que o “Poesia na Praça Sete” nunca deve ser menosprezado no tocante a sua amplitude de alcance, pois dali também já haviam se despontado grandes nomes no cenário estadual e nacional.



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Antes de caminharmos para o fim do evento, o poeta Júlio Cesar Teixeira ainda brindou o público com mais alguns de seus poemas. Logo após se apresentaram as crianças Alice e Marco Túlio declamando a história do Lobisomen, tendo ao fundo os (uivos do lobisomen) na voz e sonoplastia do poeta Marco.



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Por fim, fechando o evento com muita pompa e circunstancia se apresentaram o grupo “Tambatuque Gerais” que promoveu uma verdadeira festa arrastando diversas pessoas no rápido mais empolgante cortejo do Rei-Boi-Liço Rosado.



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Agora é aguardar a segunda etapa do evento que deverá ocorrer ainda este ano.








































































Um comentário:

Anônimo disse...

Muito bacana o projeto. Continuem e façam muito sucesso. Afinal a poesia faz parte do melhor que o ser humano tem a oferecer aos outros seres. Obrigada também pelo espaço cedido à comunidade surda, que foi de grande valia e beleza. Patrícia Rodrigues