sábado, 27 de abril de 2013

Antagonismo exacerbado

Por Carlos Ramalho

Devo confessar que sou uma pessoa saudosista. 

Dentre tantas outras coisas, tenho saudade do tempo em que a gentileza e o respeito ao próximo se fazia presente em nossa sociedade. 

Evoluimos? Será? 

Que evolução é esta que ao invés de agregar exclui? 

Que evolução é esta que o meu direito tem que prevalecer em detrimento a outro?

Nada mais triste do que perceber a perda de sensatez por grande parcela da sociedade.

Estamos na era do politicamente correto em que tudo se desenvolve mediante o mais complexo antagonismo natural.
Veja a nossa recente democracia política: tão badala, tão festejada e ao mesmo tempo tão menosprezada. 

O reflexo negativo do que se vê na esfera politica nada mais é do que a insensibilidade encrustada no seio da nação que negocia o toma lá da cá da forma mais vantajosa que lhe é permitido, sem remorso algum. 

O que dizer da violência que nos consome dia a dia em que a vida arde em chamas brutais por meros 30 reais? 

Enquanto isto a sociedade dorme... em letargia.  

E é por tudo que tenho visto e ouvido, que tenho que confessar. Saudade de muitas coisas tenho, principalmente daquele tempo em que um olhar de pai ou mãe bastava...

Carlos Ramalho

2 comentários:

CARLOS CHAGAS disse...

O olhar de pai e mãe funcionava tempos atrás... hoje, por não mais se ter educadores como pais e mães em casa, espera-se de autoridades e de organizações governamentais que, por sua vez, só querem o dinheiro e não estão "nem aí" para olhares!!! A violência cresce na medida em que pessoas de bem vêem o mal acontecer e nada fazem. Eis aí um problema!!!

Carlos Ramalho disse...

Carlos Chagas,

Concordo contigo.
Realmente a sociedade atual tem transferido a educação dos filhos para o governo e para as escolas.

Isso é muito ruim, pois a responsabilidade de transferir valores aos filhos deve ser da família. Por isto temos percebido cada dia mais problemas nesta esfera...

Obrigado pelo comentário e visita ao blog.

Abraços,

Carlos Ramalho